
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) sediou o seminário “IA e o Futuro do Brasil”, promovido pelo Conselho de Inovação (CONIN) e pelo Pateo76, reunindo empresários, especialistas, representantes do setor público e lideranças do ecossistema de tecnologia para discutir os impactos da inteligência artificial no desenvolvimento econômico e no ambiente de negócios.
Na abertura, o presidente da ACSP e líder do associativismo no Brasil, Alfredo Cotait Neto, destacou a importância de compreender o potencial da inteligência artificial como ferramenta de modernização dos processos produtivos e de estímulo ao crescimento do país, ressaltando o papel do CONIN e do Pateo76 na promoção da inovação e do empreendedorismo.
Mediado por Tito Hollanda Barroso, coordenador do CONIN, o encontro foi dividido em dois painéis voltados à análise dos desafios, oportunidades e impactos da inteligência artificial para a sociedade e para as empresas.
O primeiro debate reuniu a deputada federal Adriana Ventura (NOVO-SP) e Marcelo Caldeira Pedroso, coordenador de Ambientes de Inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. Durante a discussão, os participantes abordaram o avanço das tecnologias baseadas em IA, os desafios regulatórios em debate no Congresso Nacional e o potencial da ferramenta para ampliar a produtividade, impulsionar a inovação e contribuir para áreas como saúde, educação e segurança pública.
No segundo painel, Luis Portella, diretor de Novos Negócios da Omnia Data Centers, e Rafael Forte, co-fundador da VTEX, abordaram questões envolvendo infraestrutura e soberania digital. E, no terceiro e último painel, o foco do debate foi a nova economia da IA disrupção, negócios e oportunidades, com participação de Fred Andrade, fundador e CEO da Indigo Hive, Maira Habimorad, presidente e fundadora da Inteli, e Leonel Zveibil, diretor de Negócios do Google Brasil.
O seminário também reforçou a posição da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em relação ao Projeto de Lei nº 2.338/2023, que trata do Marco Legal da Inteligência Artificial. A entidade defende uma regulamentação equilibrada, capaz de proteger direitos fundamentais sem criar barreiras excessivas à inovação e ao empreendedorismo.
Para a CACB, o texto deve garantir proporcionalidade regulatória, diferenciação entre desenvolvedores e usuários da tecnologia, além de mecanismos que favoreçam a competitividade das micro, pequenas e médias empresas, permitindo que a inteligência artificial se consolide como instrumento de produtividade e desenvolvimento econômico no país.
Por ACSP - 01/06/2026