
Na quarta-feira (25), o Conselho Consultivo das Entidades Representativas Parceiras realizou a palestra “Projeto de Lei Complementar Simples 5.0”, ministrada pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (PODE-PR).
Compuseram a mesa Roberto Mateus Ordine, presidente da ACSP; Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP; Renan Luiz Silva, superintendente de Serviços Institucionais da ACSP; Leonardo Severini, presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD); e Daniela Presto, diretora-executiva da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings (ABLOS).
Abrindo o evento, o presidente Ordine destacou: “É uma grande honra participar de um evento com importantes lideranças do mundo empresarial. A ACSP está preocupada com a reforma no impacto no Simples, mas tenho a esperança de que o projeto do deputado Hauly salve as empresas no Simples.”
Na ocasião, foi apresentada a nova integrante deste Conselho, Associação Avenida Henry Ford, representada por Anderson Festa, presidente executivo; e Ricardo Morilla, presidente do conselho.
Em sua palestra, Hauly abordou principalmente a necessidade de uma reforma tributária no Brasil, criticando o modelo atual. “O sistema tributário brasileiro é complexo, desigual e ineficiente, prejudicando o crescimento econômico. Além disso, há um desequilíbrio na carga tributária, com excesso de impostos sobre o consumo, cerca de 75%, enquanto renda e patrimônio são pouco tributados. Isso encarece produtos, estimula sonegação, inadimplência e contrabando, além de prejudicar empresas e consumidores”, ressaltou.
Como solução, o deputado federal defendeu que seja implementado um modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), mais simples e eficiente, já adotado em outros países. “Também é importante uma unificação de tributos e simplificação do sistema, reduzindo burocracia e custos; ampliação do crédito tributário para empresas, evitando cumulatividade de impostos; uso de tecnologia e incentivos, como nota fiscal com CPF e premiações, para reduzir a sonegação e reformas complementares, como ajustes no Simples Nacional e antecipação de novos modelos tributários”.
Ele reforçou que a economia funciona de forma integrada, onde todos os setores, inclusive serviços, fazem parte de uma mesma cadeia produtiva. Hauly argumentou que os problemas enfrentados pelo setor de serviços decorrem de falhas no modelo tributário atual, que pode ser corrigido com reformas, entre elas, a integração entre nota fiscal e sistema de pagamento, criando um modelo totalmente digital e automatizado; a substituição do sistema atual por um modelo mais eficiente, com crédito tributário financeiro automático, eliminando burocracia e papel; a defesa do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) como requisito essencial para modernizar o sistema e permitir a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a redução da complexidade tributária, com impacto positivo no crescimento econômico.
“A reforma pode aumentar o crescimento econômico, superar décadas de baixo desempenho e gerar mais emprego e renda. O novo sistema permitiria redução de custos, aumento de produtividade e maior poder de compra da população. O apoio do setor empresarial é fundamental para garantir mudanças que beneficiem toda a economia”, finalizou Hauly.
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Por ACSP - 26/03/2026