
Nesta terça-feira (17), o Comitê de Civismo e Cidadania (COCCID), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), organizou sua primeira reunião do ano com homenagem ao Dia Internacional da Mulher e ao mês das mulheres, na Plenária da Casa, convidando a palestrar Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) e Eliane Misawa, escritora e membro da Academia Brasileira Rotariana de Letras de São Paulo.
Na abertura, Ana Claudia proferiu a palestra “Rede que transforma: empreendedorismo feminino, conexão e protagonismo” e, na sequência, Eliane compartilhou sua visão acerca da violência contra as mulheres, com a temática “Calar-se diante da violência?”, e exortou a todos para não se omitirem diante da banalização de casos de feminicídio.
Por uma hora, Ana Claudia fez um breve discurso sobre sua biografia e origens e um balanço da atuação do CMEC, em âmbito nacional, cujos conselhos já somam mais de 950 em todo o Brasil, em 26 estados e no Distrito Federal. “O CMEC é um espaço que fortalece o protagonismo feminino e oferece às lideranças a oportunidade de construir caminhos positivos para a comunidade empresarial”, declarou ela, complementando que a rede de conselhos acolhe empreendedoras e empresárias de todos os setores econômicos, capacita para a conquista da liberdade econômica, incentiva, impulsiona e fomenta o desenvolvimento da mentalidade empreendedora feminina.
A presidente do CMEC compartilhou ainda, em primeira mão, que foi inaugurado o Instituto Liberdade para Empreender (ILPE), espaço criado para a formação estratégica da liderança feminina e fortalecimento do empresariado feminino nos quesitos digital, de sustentabilidade e inovação. Ela confidenciou que, no ILPE, será desenvolvida uma plataforma on-line, um e-commerce, que incentivará mulheres a venderem para mulheres.
“A rede CMEC é importante para a mulher empreendedora brasileira, e eu tenho muito orgulho do que venho fazendo. Durmo todo dia e agradeço a Jesus por saber que consigo ajudar tantas mulheres por meio dos conselhos pelo Brasil. O maior amor da minha vida é o CMEC. Façam parte e contem sempre comigo no que precisarem”, finalizou Ana Cláudia.
Na sequência, foi a vez de Eliane Misawa iniciar sua palestra, fazendo uma breve apresentação de sua biografia e comentando sobre o livro de sua autoria “E eu gritei no escuro”, que conta a história de uma mulher que sobreviveu a um acidente e continuou brigando pela vida e pelo casamento, numa luta pela superação física e emocional.
Para Eliane, que trouxe como dado que a violência doméstica aumentou durante a pandemia, é necessário que nos perguntemos o que podemos fazer para ajudar a coibir esse tipo de violência contra a mulher. Ela fez um chamamento para que todos não se omitam e usem de empatia para o enfrentamento do problema. “Violência é o câncer que corrói a nossa sociedade. Omissão também é violência. O silêncio também mata. Em briga de marido e mulher a gente mete a colher, sim”, orientou Misawa encorajando o público a “saber mais da vida do outro”, como a de vizinhos, para denunciar, via Disque-Denúncia 181, quando houver suspeitas de agressões.
“Temos como agir, sim, usando de empatia, que é a primeira arma contra a violência. Só assim conseguiremos ter uma sociedade um pouquinho melhor”, encerrou.
Ao final do evento, Samir Nahkle Khoury, vice-presidente da ACSP e coordenador do COCCID, agradeceu a presença de todos, em especial a das palestrantes convidadas, e as presenteou com a medalha da ACSP e um buquê de flores, entregue também à Valéria Santos, coordenadora operacional de apoio aos conselhos, em reconhecimento à sua atuação profissional.
Participaram também da mesa de honra, o vice-presidente da ACSP, Luis Roberto Gonçalves, representando os presidentes Roberto Mateus Ordine e Alfredo Cotait Neto; e Edimara de Lima, membro do COCCID.
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Por ACSP - 17/03/2026