ACSP defende participação de pequenas empresas no debate sobre o fim da escala 6x1

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que integra o sistema do associativismo, defende que micro, pequenas e médias empresas sejam ouvidas no debate sobre o projeto que trata do fim da escala 6x1.

Para a entidade, o tema exige análise cuidadosa, diálogo amplo e avaliação responsável dos impactos sobre os diferentes setores produtivos, especialmente sobre os negócios de menor porte.A manifestação ocorre após a decisão do governo federal de encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei com urgência constitucional para tratar do assunto, em substituição à proposta de emenda à Constituição atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

Na avaliação da ACSP, mudanças nas regras de jornada de trabalho precisam considerar a realidade das empresas que mais sentem os efeitos de alterações no custo da mão de obra e na organização das operações. Por isso, a entidade reforça a importância de que o debate seja conduzido com equilíbrio, responsabilidade e atenção às diferenças entre os setores da economia."O pequeno e o médio empresário precisam ser ouvidos. As questões que envolvem o tema são profundas, necessitam de muito diálogo, tratamento diferenciado entre os distintos setores produtivos e, principalmente, responsabilidade e imparcialidade", afirma Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP.

A ACSP entende que a construção de soluções para o mercado de trabalho deve avançar com segurança jurídica, previsibilidade e sensibilidade à realidade do empreendedorismo brasileiro. Para a entidade, qualquer mudança com potencial de afetar a sustentabilidade dos negócios precisa ser debatida de forma ampla, com participação efetiva de quem gera emprego, renda e atividade econômica no país.

Por ACSP - 06/04/2026