12 de abril de 2018

O Conselho Cívico e Cultural lembra as mais importantes Datas Comemorativas de Abril

Em sua reunião de 9/04, o Conselho Cívico e Cultural da ACSP lembrou as mais importantes datas comemorativas deste mês, a saber: Dia do Hino Nacional (13), Dia do Exército e dia do Índio (19), Dia de Tiradentes (21) e Descobrimento do Brasil (22). Veja abaixo um pouco mais sobre cada uma.

 

13 de Abril – Dia do Hino Nacional

O Hino Nacional é um dos quatro símbolos oficiais do Brasil, junto com a Bandeira Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional. A música do nosso Hino foi composta por Francisco Manuel da Silva em 1831. Ficou conhecida com o nome de Hino em 7 de Abril, data da abdicação de D. Pedro I e com versos populares do Desembargador Olvídio Saraiva de Carvalho. Foi apresentado pela primeira vez na festa de Despedida de D. Pedro I, em 13 de abril de 1831.

A letra foi considerada como ofensiva pelos portugueses e por isso mesmo rejeitada. Passou a ser executada apenas a partitura, em todas as solenidades públicas. Em 1841, na coroação de D. Pedro II, ganhou nova letra, de autor desconhecido e passou a ser conhecido como Hino do Império. Com a Proclamação da República e por decisão de Deodoro da Fonseca, abriu-se um concurso para composição de nova versão para o Hino.

O ganhador, Leopoldo Miguez, não conseguiu a aceitação do povo e persistiu o problema. Só em 1909 apareceu a letra de Osório Duque Estrada, ainda não oficial, sofreu 11 modificações antes de ser declarada a letra oficial no dia 6 de Setembro de 1922, 91 anos após a primeira apresentação da sua partitura. A letra foi comprada por Epitácio Pessoa em 21 de Agosto de 1922, por 5$000 (cinco contos de reis) e somente foi oficializada em 1º de Setembro de 1971. Em 22 de Setembro de 2009 tornou-se obrigatório cantar o Hino Nacional em todas as escolas públicas e particulares, ao menos uma vez por semana.

 

19 de Abril – Dia do Exército

Desde os primórdios anos da colonização brasileira existem mobilizações de brasileiros para a guerra, como as tentativas de colonização francesa no Brasil em 1550 e 1610. Ainda na era colonial, no contexto das invasões holandesas, tivemos a batalha de Guararapes, como se fosse a primeira batalha, em 19 de Abril de 1648 e o surgimento do Exército, que era formado majoritariamente por brasileiros brancos, negros e ameríndios. Tem-se aí o primeiro marco da fraternidade racial e cultural, para constituir a nacionalidade brasileira. A palavra Pátria foi usada pela primeira vez. Todos juntos na luta pela liberdade do seu povo. Somente em 24 de Março de 1994, o Presidente Itamar Franco institui por decreto o “Dia do Exército Brasileiro”. A data é relativamente recente e consequentemente ainda não está na memória coletiva da população que, na maioria das vezes, ao ser perguntada, só se lembra do Dia do Índio no dia 19 de Abril.

A missão do Exército é ampla: Garantir a soberania nacional, dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, salvaguardando os interesses nacionais e cooperando com o desenvolvimento nacional e o bem estar social. A nossa força terrestre sempre é orgulhosa de sua história e apegada a valores que os sustentam e lhe dão coesão, com forte senso de responsabilidade social, consciente da necessidade de ir além do que prescreve a destinação tradicional de uma força armada e ciente do papel do provedor de necessidades básicas de populações, cuja segurança e até sobrevivência dependem de seus braços fortes.

 

21 de Abril – Dia de Tiradentes

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes faleceu em 21 de Abril de 1792. Personagem símbolo da Conspiração Mineira e foi o único que recebeu a pena capital, o enforcamento. Tiradentes vivia em Vila Velha, que era centro de atividade mineradora do Brasil. Ele se juntou a outros inconfidentes, tais como Claudio Manuel da Costa e Tomaz Antônio Gonzaga, para se levantar contra o governador Visconde de Barbacena e a Coroa Portuguesa, que cobravam o quinto, um imposto equivalente a 20% das riquezas extraídas. O problema se agravou, no momento que a Coroa Portuguesa autorizou a derrama, que obrigava os mineradores a cobrir os impostos com seus bens.

José Silvério dos Reis, por meio de confissão, entregou toda a trama, sendo desmantelado todo o movimento e todos presos. Tiradentes foi o único a confessar o crime, por isso recebeu a pena mais dura. Nesse momento, a imagem de Tiradentes virou um ícone de liberdade e da independência do Brasil, tanto no período imperial como na república. Em 9 de Dezembro de 1969, o Marechal Castelo Branco instituiu o feriado nacional de 21 de Abril e Tiradentes como Patrono da Nação Brasileira.

 

22 de Abril – Descobrimento do Brasil

Pedro Alvares Cabral e suas 13 embarcações, sendo 3 caravelas e 10 naus, com 1,5 mil homens deixaram Portugal a 9 de Março de 1500, chegando acidentalmente à Ilha de Vera Cruz em 22 de Abril do mesmo ano. A explicação oficial é que se afastaram demasiadamente da costa Africana, famoso caminho das Índias.

Existem muitas controvérsias a respeito do Descobrimento do Brasil. Muitos afirmam que Pedro Alvares Cabral não foi o primeiro a por os pés nessa terra. Citando, por exemplo, o português Duarte Pacheco Pereira que aportou no litoral norte em 1498, para identificar possivelmente as terras que pertenciam a Portugal e a Castela de acordo com o Tratado de Tordesilhas. Cabral teria vindo averiguar e tomar posse do lado português sob encomenda secreta de D. Manoel. Cabral também não sabia se tinha aportado em uma ilha ou continente, dando o nome de Ilha de Vera Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida em 1511, é que o nome foi mudado para Brasil.

Os portugueses começaram a fazer escambo com os índios. Trocavam a madeira que era cortada e carregada pelos índios para dentro dos navios, por bugigangas. Somente em 1530, a Coroa Portuguesa começou a se interessar pelo Brasil, com a vinda de Martim Afonso de Souza. Eles tinham receio de perder as novas terras com invasões e saques, que já estavam a acontecer. Dois personagens foram muito importantes para a história do descobrimento do Brasil: Pero Vaz Caminha que documentou toda a viagem, sendo o primeiro cronista brasileiro e Mestre João (Joan Faras) incumbido, por meio da observação das estrelas, localizar a latitude da nova terra.