20 de junho de 2018

Startup - O mundo onde poucos prosperam

O Fórum dos Jovens Empreendedores da Distrital Norte da Associação Comercial de São Paulo e o SEBRAE Capital Norte apresentaram no dia 14 de junho, o universo concorrido das startups. “Não é difícil encontrar alguém que tenha uma grande ideia. O complicado é pegar essa ideia e colocar no papel”, foi o que afirmou André Leonardo de Oliveira, gestor do segmento de Tecnologia do SEBRAE.

Para o consultor, ser um unicórnio (àquelas startups com uma avaliação igual ou acima de um bilhão de dólares) é fruto de muito trabalho, estudo, pesquisa, tecnologia e persistência.  “As mais bem-sucedidas startups surgiram da real necessidade das pessoas. Algumas delas: Uber, Airbnb, Dropbox, Snapchat e as brasileiras 99 Táxi e PagSeguro”, observou.

O que é uma Startup? O termo surgiu nos Estados Unidos para designar um novo modelo de negócios, geralmente com custos de manutenção baixos e com perspectivas de crescimento rápido. Aqui no Brasil, muitas ideias surgem na base do desespero (um modo de ter uma renda) e não por oportunidade.  As fases de uma startup são: ideia, validação, time, sócios, modelo, métricas, execução, planejamento, cultura e crescimento. O especialista orienta sobre a necessidade de ter uma boa rede de relacionamentos e uma equipe bastante alinhada e consciente de suas atribuições. “As principais causas do fracasso das startups são: as pessoas envolvidas não ter perfil empreendedor, ego e falta de empatia com os participantes do projeto, não validar a iniciativa e falta de timing”.

Tarek Jihad Mourad - coordenador do FJE-Distrital Norte e André Oliveira, gestor do segmento de Tecnologia do SEBRAE.

Levantamento da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) aponta que 4 em cada 10 brasileiros possuem ou estão envolvidos em criação de novas empresas, o país tem 52 milhões de empreendedores e 58% dos universitários pensam em empreender. A grande maioria das startups tem um lucro médio na casa dos 5 mil reais e 74% morrem em cinco anos.