11 de maio de 2018

Temas em Análise nº 172: Inflação acelera em abril, mas fica abaixo da meta anual

Em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa o índice de inflação
“oficial”, acelerou 0,22%, frente aumento de 0,09%, observada em março, porém,
mantendo-se abaixo do esperado. Esse resultado também acelerou a inflação
acumulada em 12 meses, que ficou em 2,76%, abaixo do limite inferior da meta anual
(3,0%).

A maior elevação do IPCA de abril se explica fundamentalmente pelo alta dos
preços do grupo saúde, principalmente devido aos reajustes dos remédios e planos de
saúde. Também contribuíram as maiores tarifas elétricas e o leve aumento doa preços
de alimentos.

 

 

Durante o mesmo mês, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGPDI),
divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que corresponde a uma medida mais
abrangente da inflação, também mostrou aceleração, com alta de 0,93%, ante 0,56%
observada em março. Houve pressão dos preços das matérias primas industriais (IPA
IND) e agrícolas (IPA AGRO), devido ao maior preço dos combustíveis, à maior taxa de
câmbio e aos maiores preços internacionais de soja e milho.

Em síntese, a inflação medida pelo IPCA, em 12 meses, continua abaixo do limite
inferior da meta anual, favorecendo o prognóstico de redução de 0,25% na taxa de juros
básica (SELIC) na próxima reunião do Conselho de Política Monetária do Banco Central
(COPOM). Contudo, a aceleração dos preços no atacado, que tende, mais adiante, a ser
repassada ao consumidor, aumentando seu custo de vida, daria suporte à tendência de
uma “pausa” no ciclo de redução dos juros.